Ciranda Tradicional é bicampeã do Festival de Cirandas de Manacapuru

Ciranda Tradicional é bicampeã do Festival de Cirandas de Manacapuru

Majestosa conquistou o bicampeonato, superando a Ciranda Guerreiros Mura. Flor Matizada recebeu premiação hors concours

 

A Ciranda Tradicional conquistou o título do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus. A conquista, confirmada após apuração de notas realizada na tarde desta segunda-feira (31), no Parque do Ingá, coroa o bicampeonato na disputa cultural.

A ‘Majestosa’ somou 279,8 pontos e superou a Ciranda Guerreiros Mura, que obteve 278,6 pontos. A Ciranda Flor Matizada não concorreu ao título e recebeu a certificação hors concours pela apresentação simbólica, após a morte do artista plástico Jone Salgado Martins, integrante da equipe responsável pela montagem das alegorias, na sexta-feira (28).

Espetáculo – A Ciranda Tradicional se apresentou na noite deste domingo (30), com o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”. A agremiação propôs reflexões sobre os impactos da destruição da Amazônia, a resistência dos povos tradicionais e mensagens sobre questões sociais como intolerância religiosa e homofobia.

Com a conquista de 2026, a Majestosa do bairro Terra Preta soma oito títulos contra 10 da Flor Matizada e 13 da Guerreiros Mura. Nos anos de 2010 e 2016, as três cirandas foram declaradas campeãs das respectivas edições do festival.

Torcida – A apuração das notas também revelou a Melhor Torcida do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru. A TOT (siga para ‘Torcida Organizada Tradicional’) foi declarada a campeã, com 150 pontos, somados em três quesitos. A Nação Guerreirense somou 149,7 pontos e a Família Matizada (FAMA) recebeu a certificação hors concours.

Agência Breves de Comunicação
Texto: Roger Matos
Fotos: Reprodução/Prefeitura de Manacapuru/TV A Crítica

Guerreiros Mura mergulha na ancestralidade Apurinã na segunda noite do Festival de Cirandas

Guerreiros Mura mergulha na ancestralidade Apurinã na segunda noite do Festival de Cirandas

Com o tema “Ykawarú: A cosmogonia do bem e do mal Apuricá”, a ‘ciranda do povão’ levou cores e vibração à arena do Parque do Ingá

 

A Ciranda Guerreiros Mura apresentou seu espetáculo neste sábado (29) na segunda noite do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus –, no Parque do Ingá. Com o espetáculo “Ykawarú: A cosmogonia do bem e do mal Apuricá”, a ciranda do bairro Liberdade envolveu o público na atmosfera de ancestralidade do povo Apurinã, com muito brilho e elementos cênicos tradicionais e inovadores em equilíbrio.

Nas arquibancadas, a Nação Guerreirense se conectou ao espetáculo de arena com grande participação e impacto visual vibrante. Ao final da apresentação, a torcida demonstrou confiança na conquista do título do Festival em 2026.

Encerramento – Neste domingo, a Ciranda Tradicional encerra o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru, levando à arena do Parque do Ingá o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, propondo uma reflexão sobre os impactos da destruição da Amazônia a resistência dos povos que combatem os crimes ambientais.

Disputa – As três cirandas, a comissão organizadora do Festival e autoridades de segurança decidiram em comum acordo que Guerreiros Mura e Tradicional disputarão o título do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru.

A Flor Matizada receberá certificação hors-concours – a lilás e branco se apresentou apenas de maneira simbólica, devido ao acidente fatal que vitimou Jone Salgado Martins, conhecido como ‘Nico’, durante trabalho de montagem do cenário alegórico.

A apuração das notas está prevista para segunda-feira (31).

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Flor Matizada abre Festival de Cirandas com arte e homenagem

Flor Matizada abre Festival de Cirandas com arte e homenagem

Com o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, lilás e branco exalta saberes ancestrais e dedica espetáculo ao artista Nico, vítima fatal de acidente durante montagem de alegoria

 

A Ciranda Flor Matizada abriu nesta sexta-feira (28) as apresentações do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus –, no Parque do Ingá. Com o espetáculo “Witoriro, o Futuro Ancestral”, a agremiação lilás e branco exaltou os saberes dos povos tradicionais, a ancestralidade e a importância do equilíbrio entre o ser humano e a natureza para a construção do futuro.

A apresentação também foi marcada por luto e emoção. Horas antes do início, o artista plástico Jone Salgado Martins, conhecido como ‘Nico’, sofreu um acidente fatal enquanto trabalhava na montagem do cenário alegórico. A agremiação dedicou o espetáculo à sua memória e em respeito aos familiares e amigos do parintinense.

Na arena, a Flor Matizada entregava arte, com visível emoção dos cirandeiros e itens oficiais. Nas arquibancadas do Parque do Ingá, a Família Matizada (FAMA) emanava superação.

Ao final do espetáculo, o artista Roberto Reis e equipe, responsáveis pelas alegorias, diretoria lilás e integrantes da ciranda solidarizaram uns aos outros, externaram gratidão aos presentes e homenagearam o artista plástico.

Decisão – Logo após o acidente, as três cirandas se reuniram com a organização do Festival e órgãos de segurança e ficou decidido que a Flor Matizada não disputará o título da atual edição, apresentando-se de maneira simbólica. Guerreiros Mura e Tradicional foram mantidas na disputa.

Festival – Os espetáculos seguem neste sábado e domingo, no Parque do Ingá. A segunda ciranda a se apresentar é a Guerreiros Mura. A ‘ciranda do povão’ vem com o tema “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, falando de regionalidade, ancestralidade indígena e conexão dos povos originários com a natureza.

A Ciranda Tradicional encerra o Festival no domingo, com o espetáculo “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, trazendo uma reflexão sobre os impactos da destruição da Amazônia a resistência dos povos que combatem os crimes ambientais.

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Caprichoso rompe fronteiras e exalta identidade cultural em despedida do Festival de Parintins 2026

Caprichoso rompe fronteiras e exalta identidade cultural em despedida do Festival de Parintins 2026

“O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos” foi o subtema da noite

 

O Boi-Bumbá Caprichoso se despediu do 59º Festival Folclórico de Parintins, concluindo os três espetáculos com “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”. O boi da estrela se reafirmou como símbolo da cultura popular, rompendo fronteiras e celebrando a identidade cultural do povo brasileiro.

O primeiro momento alegórico trouxe a lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”. Conta a história da região da Ilha do Bananal que o guerreiro Maricá derrotou criaturas que ameaçavam seu povo. A cunhã poranga Marciele Albuquerque surgiu conduzida por um pássaro negro.

Figura Típica Regional, “As Farinheiras da Amazônia” trouxe na cênica Dona Neia, mãe de Marciele Albuquerque, legítima produtora de farinha. O momento homenageou as mulheres responsáveis pela produção artesanal da farinha de mandioca e revelou a Porta-Estandarte Marcela Marialva.

A Exaltação Cultural trouxe o Auto do Boi, com versos do Amo Caetano Medeiros e cenário teatral. Caprichoso e a Sinhazinha Valentina Cid foram revelados na alegoria, sucedidos da inovadora performance do item 7, que tocou violino.

Encerrando o espetáculo, o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre” representou a jornada de formação do xamã em passagem pelo Inhum-djêk e encontro com Okti, o Grande Gavião-Real, figura reconhecida como o xamã primordial na tradição desse povo indígena Xikrin.

Texto e fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Boi Garantido abre Portal da Diversidade na segunda noite do Festival de Parintins

Boi Garantido abre Portal da Diversidade na segunda noite do Festival de Parintins

O Boi-Bumbá Garantido apresentou, na noite deste sábado (27), o espetáculo “Parintins: Portal da Diversidade”, encerrando a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins. Em uma apresentação marcada pela valorização da ancestralidade, da pluralidade cultural e dos saberes tradicionais, o Boi do Povão celebrou os povos, os territórios e as identidades que fazem de Parintins um espaço de encontro e diversidade.

Inspirado no conceito de que “todos somos parentes”, o espetáculo apresentou Parintins como um território onde a diversidade nasce do sentimento humano de união e da conexão ancestral entre os povos. A narrativa reforçou que a identidade da ilha é construída pela convivência entre diferentes culturas, saberes e modos de viver, tendo a arte como elo que une gerações e mantém viva a memória amazônica.

Ao longo do espetáculo, o Boi Garantido conduziu o público por uma jornada que destacou a relação entre os povos, os territórios, a natureza e os encantados, evidenciando a diversidade como um dos pilares da identidade de Parintins. Em cena, histórias, ritos, mitos e manifestações culturais deram forma ao subtema “Parintins: Portal da Diversidade”, transformando o Bumbódromo em um espaço de celebração da ancestralidade, da espiritualidade e da cultura popular.

Antes da entrada do Boi Garantido, o diretor de arena e da Comissão de Arte, Telo Pinto, destacou que a segunda noite seria conduzida por uma narrativa centrada na diversidade dos povos amazônicos, reunindo lendas, rituais e figuras típicas que representam a identidade de Parintins.

“Parintins: Portal da Diversidade é o tema que vai nortear a noite de hoje. É um boi muito preparado, que retrata a força do nosso povo de Parintins. Também teremos Kamara, a onça ancestral do povo Kamarayana, os Coletores da Amazônia, do povo Jamaxi, e vamos encerrar com um grande Ritual Hexkaryana. É um espetáculo muito preciso, técnico e emocionante, que é a marca do Garantido. E nós vamos ganhar as três noites do festival”, afirmou.

A proposta anunciada por Telo ganhou forma na arena por meio de alegorias monumentais, coreografias e elementos cênicos inspirados nos saberes e na espiritualidade dos povos originários, conduzindo o público por diferentes expressões culturais da Amazônia.

Na parte musical, o diretor musical Alder Oliveira destacou que o tema da segunda noite também traduz a essência de Parintins, construída pela convivência entre diferentes povos e culturas. Segundo ele, todo o trabalho foi preparado para dar sustentação à narrativa proposta pelo Garantido, desde os arranjos até a interpretação das toadas.

“O Garantido veio para a segunda noite com o tema ‘Portal da Diversidade’. É um momento em que abraçamos todas as culturas, povos e essa mistura que se formou aqui em Parintins. Parintins sabe acolher, se misturar e conviver com pessoas de diferentes origens. O Portal da Diversidade representa justamente isso. O musical está preparado, junto com a Batucada, que está afinadíssima. Nossos intérpretes, com David Assayag impecável, e o nosso Amo do Boi, Israel Paulain, dispensam comentários. Estamos muito seguros. Fizemos um grande espetáculo e estamos tranquilos”, afirmou.

A preparação destacada por Alder refletiu-se na arena. A Batucada, David Assayag, Israel Paulain e todo o elenco musical conduziram o espetáculo, acompanhando os quadros e fortalecendo a narrativa da segunda noite.

A Cunhã-Poranga do Garantido, Isabelle Nogueira, também destacou a emoção de viver uma noite inspirada na ancestralidade e na força dos povos originários.

“Essa é uma noite muito forte para a gente. A primeira noite também foi, mas acredito que cada apresentação tem a sua própria identidade. Hoje, vivenciar a Kamara, a onça-mãe, é grandioso. Conhecer Parintins pelo olhar do povo Parintintin e levar essa história de forma lúdica para o Bumbódromo é muito especial. A Kamara tem um significado muito importante para nós e para os povos Kamarayana e Hexkaryana. Estou muito feliz por viver esse momento. É uma noite muito bonita”, declarou.

A força da narrativa também foi traduzida pela evolução dos itens oficiais, que deram vida às personagens e aos elementos centrais do tema.

Espetáculo

O primeiro quadro da noite, a Celebração Temática “Parintins: Portal da Diversidade”, exaltou Parintins como um espaço de encontro entre humanidade, natureza e espiritualidade, reforçando a diversidade como essência da identidade do povo parintinense.

Na sequência, a lenda amazônica “Kamara”, com a presença de representantes e lideranças do povo Kamarayana, mergulhou o público na cosmologia do povo Kamarayana, subgrupo do povo Hexkaryana, apresentando a onça ancestral como símbolo da criação, da força espiritual da floresta e da conexão entre os seres humanos e os encantados.

O Garantido também emocionou o público com a Figura Típica Regional “Coletores da Amazônia: O Povo do Jamaxi”, uma homenagem aos homens e mulheres extrativistas da Amazônia, que mantêm viva a relação entre as comunidades e a natureza por meio dos saberes ancestrais.

O coreografia “Quilombo da Baixa”, com a participação do Balé Folclórico da Bahia foi um momento apoteótico que celebrou as raizes negras de Parintins, homenageando o quilombo afro-indígena Baixa da Xanda, os povos quilombolas da Amazônia e a espiritualidade de matriz africana.

Outro momento de grande impacto foi o Ritual Hexkaryana, que encerrou a apresentação do Garantido. Com alegorias grandiosas, evolução marcante dos itens oficiais, sincronismo coreográfico, efeitos cênicos e uma narrativa envolvente, o Boi do Povão concluiu sua apresentação reafirmando sua proposta artística e emocionando a nação vermelha e branca na caminhada pelo título do 59º Festival Folclórico de Parintins.

Fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Boi Caprichoso exalta a Amazônia na segunda noite do Festival de Parintins

Boi Caprichoso exalta a Amazônia na segunda noite do Festival de Parintins

O Boi-Bumbá Caprichoso abriu a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, na noite deste sábado (27). No segundo dos três espetáculos, “O Brinquedo do Povo Canta: Amazônia, o Chão da Vida”, o touro negro exaltou a floresta como território vivo, sagrado e ancestral, a Amazônia da biodiversidade que sustenta a vida.

Um ente encantado trouxe o Boi Caprichoso dos ares, que evoluiu sobre o tablado e recebeu o Amo do Boi Caetano Medeiros para o primeiro verso da noite.

A lenda amazônica “Curupira, o Guardião da Vida” trouxe a cunhã poranga Marciele Albuquerque, numa das maiores estruturas alegóricas já vistas na arena do Bumbódromo pela grandiosidade, efeitos cênicos, movimentos reais e riqueza plástica.

O levantador de toadas Patrick Araújo defendeu “Amazônia, Nossa Luta em Poesia” no item 11 – Toada (Letra e Música). Um grande beija-flor trouxe a Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid ao espetáculo. Em seu segundo verso, Caetano Medeiros homenageou o poeta compositor Ronaldo Barbosa, que não conteve as lágrimas de emoção.

As pescadoras e pescadores da Amazônia foram exaltados na figura típica regional e a alegoria do momento revelou a Rainha do Folclore Cleise Simas. No item Tuxauas, o Boi Caprichoso anunciou a primeira tuxaua trans a defender o item no festival – Lupi Moara.

A exaltação cultural contemplou o povo do norte e sua riqueza de identidade e saberes. Uma gigante arara-azul trouxe a Porta-Estandarte Marcela Marialva.

O ápice do espetáculo do Boi Caprichoso trouxe o Ritual de Transcendência Assurini, que mostra a importância da harmonia entre os seres humanos, a natureza e a espiritualidade.

Fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Boi Garantido encerra primeira noite do Festival de Parintins 2026

Boi Garantido encerra primeira noite do Festival de Parintins 2026

“Parintins: Portal do Encantamento” foi o primeiro ato do espetáculo vermelho e branco no Bumbódromo

 

O Boi-Bumbá Garantido encerrou a primeira noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, entre a noite desta sexta (26) e madrugada deste sábado. Com o subtema “Parintins: Portal do Encantamento”, o garrote do coração na testa fez um espetáculo grandioso, conduzindo o público por uma viagem de ancestralidade e espiritualidade, onde o povo Parintintin teve grande destaque, com lenda e ritual.

Coube a Márcia Siqueira abrir o portal do encantamento como primeiro ato do espetáculo, e anuncia o Apresentador Israel Paulain, que inflamou a galera e trouxe o Levantador David Assayag para o primeiro momento de sintonia entre arena e arquibancada.

Sucedido pelo primeiro verso do Amo do Boi João Paulo Faria, a Celebração Temática trouxe o Boi Garantido, que foi cortejado pela vaqueirada. Da alegoria, surgiu a Porta-Estandarte Jeveny Mendonça, que evoluiu e passeou pela are sobre um porco-do-mato. Estreante, a Sinhazinha da Fazenda Raíra Lins também fez sua aparição triunfal.

Na sequência, a lenda amazônica “Parintintin, o Povo que Veio do Céu” apresentou a jornada do herói criador e pajé Pindova’Umi’ga, reforçando a conexão entre os povos originários, a floresta e a formação histórica e cultural de Parintins. A alegoria revelou a Cunhã Poranga Isabelle Nogueira.

A Figura Típica Regional “Mães da Floresta”, exaltou o protagonismo feminino na preservação dos saberes ancestrais na Amazônia, com toada na voz de Márcia Siqueira que, em momento anterior, versou de forma inédita. A alegoria revelou a Rainha do Folclore Lívia Christina.

O Boi Garantido encerrou seu espetáculo na primeira noite com o Ritual Indígena “O Sonho de Ipají”, que mergulhou na espiritualidade do povo Parintintin ao retratar a formação de um pajé. O momento alegórico trouxe o Pajé Adriano Paketá.

Texto e fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Exaltando as origens, Boi Caprichoso abre o Festival de Parintins 2026

Exaltando as origens, Boi Caprichoso abre o Festival de Parintins 2026

Subtema “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem” foi o primeiro ato do espetáculo azul e branco no Bumbódromo

 

O Boi-Bumbá Caprichoso abriu oficialmente o 59º Festival Folclórico de Parintins, na noite desta sexta-feira (26). No primeiro dos três espetáculos, “O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem”, o touro negro trouxe leveza à arena do Bumbódromo, revisitando suas raízes e exaltando personalidades de sua história.

Dos ares, o Boi Caprichoso trouxe o Apresentador Edmundo Oran e o Levantador de Toadas Patrick Araújo, acompanhados de Pai Francisco e Catirina, ao coro uníssono da galera azul e branca com a toada “Brinquedo que canta seu chão”.

Um grande tablado destacou as performances dos itens azulados aos jurados. O Amo Caetano Medeiros fez seu primeiro verso, sucedido do boi preto, que evoluiu ao som de “Málúù Dúdú”, tornando a arquibancada um grande céu estrelado para saudar o protagonista da festa. O ex-amo Rei Azevedo e o músico Silvio Camaleão, primeiro a gravar o charango em toadas, foram homenageados no palco.

Primeiro momento alegórico da noite, a Figura Típica Regional exaltou o brincador de boi, com crianças da Escola de Artes caracterizadas como itens, homenagem à Confraria Calçada da Fama e o tradicional Boi de Rua, com personagens históricos. A alegoria trouxe a Porta-Estandarte Marcela Marialva numa estrela e um gigante Caprichoso trouxe a Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid que, no tablado, flutuou com efeitos especiais, levantando a galera em surpresa e euforia.

A Lenda Amazônica “Cobra Grande – A Deusa da Encantaria” trouxe a Cunhã Poranga Marciele Albuquerque, numa aparição monumental. O momento coreográfico trouxe curupiras descendo em cordas até a arena tomada de dança e movimentos. O Monstro Correntão trouxe a Rainha do Folclore Cleise Simas.

O rito sateré-mawé Wat’Amã trouxe à arena uma gigantesca alegoria, repleta de luzes, movimentos e ancestralidade, revelando o Pajé Erick Beltrão.

Texto e fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

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