Ciranda Tradicional é bicampeã do Festival de Cirandas de Manacapuru

Ciranda Tradicional é bicampeã do Festival de Cirandas de Manacapuru

Majestosa conquistou o bicampeonato, superando a Ciranda Guerreiros Mura. Flor Matizada recebeu premiação hors concours

 

A Ciranda Tradicional conquistou o título do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus. A conquista, confirmada após apuração de notas realizada na tarde desta segunda-feira (31), no Parque do Ingá, coroa o bicampeonato na disputa cultural.

A ‘Majestosa’ somou 279,8 pontos e superou a Ciranda Guerreiros Mura, que obteve 278,6 pontos. A Ciranda Flor Matizada não concorreu ao título e recebeu a certificação hors concours pela apresentação simbólica, após a morte do artista plástico Jone Salgado Martins, integrante da equipe responsável pela montagem das alegorias, na sexta-feira (28).

Espetáculo – A Ciranda Tradicional se apresentou na noite deste domingo (30), com o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”. A agremiação propôs reflexões sobre os impactos da destruição da Amazônia, a resistência dos povos tradicionais e mensagens sobre questões sociais como intolerância religiosa e homofobia.

Com a conquista de 2026, a Majestosa do bairro Terra Preta soma oito títulos contra 10 da Flor Matizada e 13 da Guerreiros Mura. Nos anos de 2010 e 2016, as três cirandas foram declaradas campeãs das respectivas edições do festival.

Torcida – A apuração das notas também revelou a Melhor Torcida do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru. A TOT (siga para ‘Torcida Organizada Tradicional’) foi declarada a campeã, com 150 pontos, somados em três quesitos. A Nação Guerreirense somou 149,7 pontos e a Família Matizada (FAMA) recebeu a certificação hors concours.

Agência Breves de Comunicação
Texto: Roger Matos
Fotos: Reprodução/Prefeitura de Manacapuru/TV A Crítica

Guerreiros Mura mergulha na ancestralidade Apurinã na segunda noite do Festival de Cirandas

Guerreiros Mura mergulha na ancestralidade Apurinã na segunda noite do Festival de Cirandas

Com o tema “Ykawarú: A cosmogonia do bem e do mal Apuricá”, a ‘ciranda do povão’ levou cores e vibração à arena do Parque do Ingá

 

A Ciranda Guerreiros Mura apresentou seu espetáculo neste sábado (29) na segunda noite do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus –, no Parque do Ingá. Com o espetáculo “Ykawarú: A cosmogonia do bem e do mal Apuricá”, a ciranda do bairro Liberdade envolveu o público na atmosfera de ancestralidade do povo Apurinã, com muito brilho e elementos cênicos tradicionais e inovadores em equilíbrio.

Nas arquibancadas, a Nação Guerreirense se conectou ao espetáculo de arena com grande participação e impacto visual vibrante. Ao final da apresentação, a torcida demonstrou confiança na conquista do título do Festival em 2026.

Encerramento – Neste domingo, a Ciranda Tradicional encerra o 28º Festival de Cirandas de Manacapuru, levando à arena do Parque do Ingá o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, propondo uma reflexão sobre os impactos da destruição da Amazônia a resistência dos povos que combatem os crimes ambientais.

Disputa – As três cirandas, a comissão organizadora do Festival e autoridades de segurança decidiram em comum acordo que Guerreiros Mura e Tradicional disputarão o título do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru.

A Flor Matizada receberá certificação hors-concours – a lilás e branco se apresentou apenas de maneira simbólica, devido ao acidente fatal que vitimou Jone Salgado Martins, conhecido como ‘Nico’, durante trabalho de montagem do cenário alegórico.

A apuração das notas está prevista para segunda-feira (31).

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Flor Matizada abre Festival de Cirandas com arte e homenagem

Flor Matizada abre Festival de Cirandas com arte e homenagem

Com o tema “Witoriro, o Futuro Ancestral”, lilás e branco exalta saberes ancestrais e dedica espetáculo ao artista Nico, vítima fatal de acidente durante montagem de alegoria

 

A Ciranda Flor Matizada abriu nesta sexta-feira (28) as apresentações do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru – distante 84 quilômetros de Manaus –, no Parque do Ingá. Com o espetáculo “Witoriro, o Futuro Ancestral”, a agremiação lilás e branco exaltou os saberes dos povos tradicionais, a ancestralidade e a importância do equilíbrio entre o ser humano e a natureza para a construção do futuro.

A apresentação também foi marcada por luto e emoção. Horas antes do início, o artista plástico Jone Salgado Martins, conhecido como ‘Nico’, sofreu um acidente fatal enquanto trabalhava na montagem do cenário alegórico. A agremiação dedicou o espetáculo à sua memória e em respeito aos familiares e amigos do parintinense.

Na arena, a Flor Matizada entregava arte, com visível emoção dos cirandeiros e itens oficiais. Nas arquibancadas do Parque do Ingá, a Família Matizada (FAMA) emanava superação.

Ao final do espetáculo, o artista Roberto Reis e equipe, responsáveis pelas alegorias, diretoria lilás e integrantes da ciranda solidarizaram uns aos outros, externaram gratidão aos presentes e homenagearam o artista plástico.

Decisão – Logo após o acidente, as três cirandas se reuniram com a organização do Festival e órgãos de segurança e ficou decidido que a Flor Matizada não disputará o título da atual edição, apresentando-se de maneira simbólica. Guerreiros Mura e Tradicional foram mantidas na disputa.

Festival – Os espetáculos seguem neste sábado e domingo, no Parque do Ingá. A segunda ciranda a se apresentar é a Guerreiros Mura. A ‘ciranda do povão’ vem com o tema “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”, falando de regionalidade, ancestralidade indígena e conexão dos povos originários com a natureza.

A Ciranda Tradicional encerra o Festival no domingo, com o espetáculo “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, trazendo uma reflexão sobre os impactos da destruição da Amazônia a resistência dos povos que combatem os crimes ambientais.

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Amazonas empata com Botafogo-PB e segue na luta pelo G-8 na Série C

Amazonas empata com Botafogo-PB e segue na luta pelo G-8 na Série C

Com 24 pontos, Onça-pintada cola na zona de classificação a duas rodadas do fim da primeira fase

 

Amazonas e Botafogo-PB se enfrentaram, na tarde deste sábado (15), pela 17ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Série C. Diante de pouco mais de mil pessoas, presentes ao Estádio Carlos Zamith, as equipes produziram poucas chances de balançar as redes e a partida terminou sem gols.

Com mais posse de bola no primeiro tempo, o time paraibano levou mais perigo à meta do goleiro aurinegro João Lopes. Após o intervalo, o Amazonas equilibrou a partida.

A melhor chance da Onça-pintada foi aos 24 minutos, quando Bernardo Daciolo avançou em velocidade pela direita e cruzou no segundo poste, onde Ronaldo cabeceou firme e a bola explodiu no travessão do goleiro Luiz Daniel.

Apesar da pressão até o apito final, o Amazonas não produziu chances mais contundentes e a partida terminou empatada, sem gols.

O Amazonas chegou aos 24 pontos e, momentaneamente, entrou na zona de classificação à segunda fase da Série C. Na penúltima rodada, o time aurinegro visita o Brusque-SC no próximo domingo (23), às 15h (de Manaus), no Estádio Augusto Bauer.

Brasileirão Série C – 17ª rodada
Amazonas 0x0 Botafogo-PB
Estádio Carlos Zamith
Público: 1.115 presentes
Renda: R$ 12.220,00

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Nacional é derrotado pelo ABC e larga em desvantagem por acesso à Série C

Nacional é derrotado pelo ABC e larga em desvantagem por acesso à Série C

Leão é superado por 2 a 1 na Arena da Amazônia e, agora, precisa de uma virada em Natal no jogo de volta

 

O Nacional foi derrotado pelo ABC por 2 a 1, na tarde deste sábado (8), na Arena da Amazônia, e está em desvantagem no confronto válido pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro Série D 2026. Diante de pouco mais de 12 mil torcedores, Luiz Fernando, duas vezes, marcou para o time visitante, e Fredson descontou para o Leão da Vila Municipal.

Aos 11 minutos, o ABC balançou as redes, mas após correção do VAR, o árbitro confirmou impedimento na jogada. Aos 21, numa indecisão da zaga nacionalina, a bola sobrou para Luiz Fernando que, com o gol livre, abriu o placar.

Porém, dez minutos depois, lançamento pela direita, Matheus Muller deixou a bola passar para a saída de Igor Rayan, que saiu e não achou a bola, que ficou limpa para Luiz Fernando, com o gol aberto, abrir o placar na Arena da Amazônia.

Já nos acréscimos do primeiro tempo, Fredson errou na saída de bola, Brunão aproveitou e serviu Luiz Fernando, que finalizou cruzado para fazer o segundo gol do time visitante.

Na volta do intervalo, o Nacional diminuiu. No primeiro minuto, Mateus Muller cobrou escanteio rasteiro, a bola foi mal afastada pela zaga e Fredson aproveitou para estufar as redes. Cinco minutos depois, Wendel arriscou de fora da área e exigiu grande defesa de Matheus Alves.

Aos 15 minutos, Renanzinho avançou pela direita e cruzou na segunda trave, onde Rafa Marcos tentou cabeceio, seguido de bola finalizada na trave.

O jogo prosseguiu com maior posse de bola e pressão do Nacional sobre o ABC, que apostava nos contra-ataques. O placar não se alterou até o apito final.

A partida de volta está marcada para o próximo sábado (16), às 15h (de Manaus), na Arena das Dunas, em Natal (RN). O ABC joga por um simples empate para se classificar à semifinal e carimbar o acesso direto. O Nacional precisa, no mínimo, vencer por um gol de diferença para levar a disputa aos pênaltis. Por dois ou mais gols, o Leão avança à semifinal e fatura o acesso.

Nesta edição da Série D, a CBF criou a fase de playoffs entre os quatro eliminados das quartas de final. Assim, quem perder ainda terá uma segunda oportunidade para buscar o acesso à Série C de 2027.

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Manicoré quebra escrita, vence Benjamin Constant e conquista a Copa da Floresta 2026

Manicoré quebra escrita, vence Benjamin Constant e conquista a Copa da Floresta 2026

Em casa, seleção bacurau impõe 3 a 0, faz história com primeiro título de mandante na competição, em final com estreia do VAR

 

Manicoré é campeã da Copa da Floresta 2026. Jogando no estádio Flávia Brandt de Oliveira, diante de mais de 4 mil torcedores, a seleção bacurau fez história se tornando a primeira a levantar a taça em casa em quatro edições da competição. O feito veio com vitória por 3 a 0 sobre Benjamin Constant.

A decisão da quarta edição da Copa da Floresta foi marcada pela utilização inédita do árbitro de vídeo (VAR) no futebol amazonense não profissional.

Fazendo valer a maior posse de bola, Manicoré abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo. Em jogada individual, Barata invadiu a área e finalizou com frieza para balançar a rede adversária.

Buscando o empate, Benjamin Constant esbarrou na bem postada defesa de Manicoré e ainda sofreu com as boas chegadas do adversário, que quase ampliou o placar.

Após o intervalo, a seleção da casa manteve o controle da partida e, aos oito minutos, Barata fez nova jogada individual e serviu Alan, que fez o segundo gol bacurau.

Aos 19 minutos, o árbitro Halbert Baia foi chamado ao VAR. O momento histórico trouxe revisão de lance que resultou na expulsão de Raimundo, zagueiro de Manicoré.

Com um jogador a menos, a seleção mandante manteve sólida a postura da sua defesa, neutralizou as investidas ofensivas do adversário e, nos minutos finais, sacramentou a vitória. Galo recebeu ótima assistência na área e finalizou com firmeza para marcar 3 a 0.

Pela primeira vez em quatro edições, a seleção da casa levantou a taça. Campeã de 2026, Manicoré se junta às seleções de Tefé (2023), Silves (2024) e Fonte Boa (2025) na galeria de campeões da Copa da Floresta.

Agência Breves de Comunicação
Texto e fotos: Roger Matos

Caprichoso rompe fronteiras e exalta identidade cultural em despedida do Festival de Parintins 2026

Caprichoso rompe fronteiras e exalta identidade cultural em despedida do Festival de Parintins 2026

“O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos” foi o subtema da noite

 

O Boi-Bumbá Caprichoso se despediu do 59º Festival Folclórico de Parintins, concluindo os três espetáculos com “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”. O boi da estrela se reafirmou como símbolo da cultura popular, rompendo fronteiras e celebrando a identidade cultural do povo brasileiro.

O primeiro momento alegórico trouxe a lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”. Conta a história da região da Ilha do Bananal que o guerreiro Maricá derrotou criaturas que ameaçavam seu povo. A cunhã poranga Marciele Albuquerque surgiu conduzida por um pássaro negro.

Figura Típica Regional, “As Farinheiras da Amazônia” trouxe na cênica Dona Neia, mãe de Marciele Albuquerque, legítima produtora de farinha. O momento homenageou as mulheres responsáveis pela produção artesanal da farinha de mandioca e revelou a Porta-Estandarte Marcela Marialva.

A Exaltação Cultural trouxe o Auto do Boi, com versos do Amo Caetano Medeiros e cenário teatral. Caprichoso e a Sinhazinha Valentina Cid foram revelados na alegoria, sucedidos da inovadora performance do item 7, que tocou violino.

Encerrando o espetáculo, o “Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre” representou a jornada de formação do xamã em passagem pelo Inhum-djêk e encontro com Okti, o Grande Gavião-Real, figura reconhecida como o xamã primordial na tradição desse povo indígena Xikrin.

Texto e fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Boi Garantido abre Portal da Diversidade na segunda noite do Festival de Parintins

Boi Garantido abre Portal da Diversidade na segunda noite do Festival de Parintins

O Boi-Bumbá Garantido apresentou, na noite deste sábado (27), o espetáculo “Parintins: Portal da Diversidade”, encerrando a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins. Em uma apresentação marcada pela valorização da ancestralidade, da pluralidade cultural e dos saberes tradicionais, o Boi do Povão celebrou os povos, os territórios e as identidades que fazem de Parintins um espaço de encontro e diversidade.

Inspirado no conceito de que “todos somos parentes”, o espetáculo apresentou Parintins como um território onde a diversidade nasce do sentimento humano de união e da conexão ancestral entre os povos. A narrativa reforçou que a identidade da ilha é construída pela convivência entre diferentes culturas, saberes e modos de viver, tendo a arte como elo que une gerações e mantém viva a memória amazônica.

Ao longo do espetáculo, o Boi Garantido conduziu o público por uma jornada que destacou a relação entre os povos, os territórios, a natureza e os encantados, evidenciando a diversidade como um dos pilares da identidade de Parintins. Em cena, histórias, ritos, mitos e manifestações culturais deram forma ao subtema “Parintins: Portal da Diversidade”, transformando o Bumbódromo em um espaço de celebração da ancestralidade, da espiritualidade e da cultura popular.

Antes da entrada do Boi Garantido, o diretor de arena e da Comissão de Arte, Telo Pinto, destacou que a segunda noite seria conduzida por uma narrativa centrada na diversidade dos povos amazônicos, reunindo lendas, rituais e figuras típicas que representam a identidade de Parintins.

“Parintins: Portal da Diversidade é o tema que vai nortear a noite de hoje. É um boi muito preparado, que retrata a força do nosso povo de Parintins. Também teremos Kamara, a onça ancestral do povo Kamarayana, os Coletores da Amazônia, do povo Jamaxi, e vamos encerrar com um grande Ritual Hexkaryana. É um espetáculo muito preciso, técnico e emocionante, que é a marca do Garantido. E nós vamos ganhar as três noites do festival”, afirmou.

A proposta anunciada por Telo ganhou forma na arena por meio de alegorias monumentais, coreografias e elementos cênicos inspirados nos saberes e na espiritualidade dos povos originários, conduzindo o público por diferentes expressões culturais da Amazônia.

Na parte musical, o diretor musical Alder Oliveira destacou que o tema da segunda noite também traduz a essência de Parintins, construída pela convivência entre diferentes povos e culturas. Segundo ele, todo o trabalho foi preparado para dar sustentação à narrativa proposta pelo Garantido, desde os arranjos até a interpretação das toadas.

“O Garantido veio para a segunda noite com o tema ‘Portal da Diversidade’. É um momento em que abraçamos todas as culturas, povos e essa mistura que se formou aqui em Parintins. Parintins sabe acolher, se misturar e conviver com pessoas de diferentes origens. O Portal da Diversidade representa justamente isso. O musical está preparado, junto com a Batucada, que está afinadíssima. Nossos intérpretes, com David Assayag impecável, e o nosso Amo do Boi, Israel Paulain, dispensam comentários. Estamos muito seguros. Fizemos um grande espetáculo e estamos tranquilos”, afirmou.

A preparação destacada por Alder refletiu-se na arena. A Batucada, David Assayag, Israel Paulain e todo o elenco musical conduziram o espetáculo, acompanhando os quadros e fortalecendo a narrativa da segunda noite.

A Cunhã-Poranga do Garantido, Isabelle Nogueira, também destacou a emoção de viver uma noite inspirada na ancestralidade e na força dos povos originários.

“Essa é uma noite muito forte para a gente. A primeira noite também foi, mas acredito que cada apresentação tem a sua própria identidade. Hoje, vivenciar a Kamara, a onça-mãe, é grandioso. Conhecer Parintins pelo olhar do povo Parintintin e levar essa história de forma lúdica para o Bumbódromo é muito especial. A Kamara tem um significado muito importante para nós e para os povos Kamarayana e Hexkaryana. Estou muito feliz por viver esse momento. É uma noite muito bonita”, declarou.

A força da narrativa também foi traduzida pela evolução dos itens oficiais, que deram vida às personagens e aos elementos centrais do tema.

Espetáculo

O primeiro quadro da noite, a Celebração Temática “Parintins: Portal da Diversidade”, exaltou Parintins como um espaço de encontro entre humanidade, natureza e espiritualidade, reforçando a diversidade como essência da identidade do povo parintinense.

Na sequência, a lenda amazônica “Kamara”, com a presença de representantes e lideranças do povo Kamarayana, mergulhou o público na cosmologia do povo Kamarayana, subgrupo do povo Hexkaryana, apresentando a onça ancestral como símbolo da criação, da força espiritual da floresta e da conexão entre os seres humanos e os encantados.

O Garantido também emocionou o público com a Figura Típica Regional “Coletores da Amazônia: O Povo do Jamaxi”, uma homenagem aos homens e mulheres extrativistas da Amazônia, que mantêm viva a relação entre as comunidades e a natureza por meio dos saberes ancestrais.

O coreografia “Quilombo da Baixa”, com a participação do Balé Folclórico da Bahia foi um momento apoteótico que celebrou as raizes negras de Parintins, homenageando o quilombo afro-indígena Baixa da Xanda, os povos quilombolas da Amazônia e a espiritualidade de matriz africana.

Outro momento de grande impacto foi o Ritual Hexkaryana, que encerrou a apresentação do Garantido. Com alegorias grandiosas, evolução marcante dos itens oficiais, sincronismo coreográfico, efeitos cênicos e uma narrativa envolvente, o Boi do Povão concluiu sua apresentação reafirmando sua proposta artística e emocionando a nação vermelha e branca na caminhada pelo título do 59º Festival Folclórico de Parintins.

Fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Boi Caprichoso exalta a Amazônia na segunda noite do Festival de Parintins

Boi Caprichoso exalta a Amazônia na segunda noite do Festival de Parintins

O Boi-Bumbá Caprichoso abriu a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, na noite deste sábado (27). No segundo dos três espetáculos, “O Brinquedo do Povo Canta: Amazônia, o Chão da Vida”, o touro negro exaltou a floresta como território vivo, sagrado e ancestral, a Amazônia da biodiversidade que sustenta a vida.

Um ente encantado trouxe o Boi Caprichoso dos ares, que evoluiu sobre o tablado e recebeu o Amo do Boi Caetano Medeiros para o primeiro verso da noite.

A lenda amazônica “Curupira, o Guardião da Vida” trouxe a cunhã poranga Marciele Albuquerque, numa das maiores estruturas alegóricas já vistas na arena do Bumbódromo pela grandiosidade, efeitos cênicos, movimentos reais e riqueza plástica.

O levantador de toadas Patrick Araújo defendeu “Amazônia, Nossa Luta em Poesia” no item 11 – Toada (Letra e Música). Um grande beija-flor trouxe a Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid ao espetáculo. Em seu segundo verso, Caetano Medeiros homenageou o poeta compositor Ronaldo Barbosa, que não conteve as lágrimas de emoção.

As pescadoras e pescadores da Amazônia foram exaltados na figura típica regional e a alegoria do momento revelou a Rainha do Folclore Cleise Simas. No item Tuxauas, o Boi Caprichoso anunciou a primeira tuxaua trans a defender o item no festival – Lupi Moara.

A exaltação cultural contemplou o povo do norte e sua riqueza de identidade e saberes. Uma gigante arara-azul trouxe a Porta-Estandarte Marcela Marialva.

O ápice do espetáculo do Boi Caprichoso trouxe o Ritual de Transcendência Assurini, que mostra a importância da harmonia entre os seres humanos, a natureza e a espiritualidade.

Fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

Boi Garantido encerra primeira noite do Festival de Parintins 2026

Boi Garantido encerra primeira noite do Festival de Parintins 2026

“Parintins: Portal do Encantamento” foi o primeiro ato do espetáculo vermelho e branco no Bumbódromo

 

O Boi-Bumbá Garantido encerrou a primeira noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, entre a noite desta sexta (26) e madrugada deste sábado. Com o subtema “Parintins: Portal do Encantamento”, o garrote do coração na testa fez um espetáculo grandioso, conduzindo o público por uma viagem de ancestralidade e espiritualidade, onde o povo Parintintin teve grande destaque, com lenda e ritual.

Coube a Márcia Siqueira abrir o portal do encantamento como primeiro ato do espetáculo, e anuncia o Apresentador Israel Paulain, que inflamou a galera e trouxe o Levantador David Assayag para o primeiro momento de sintonia entre arena e arquibancada.

Sucedido pelo primeiro verso do Amo do Boi João Paulo Faria, a Celebração Temática trouxe o Boi Garantido, que foi cortejado pela vaqueirada. Da alegoria, surgiu a Porta-Estandarte Jeveny Mendonça, que evoluiu e passeou pela are sobre um porco-do-mato. Estreante, a Sinhazinha da Fazenda Raíra Lins também fez sua aparição triunfal.

Na sequência, a lenda amazônica “Parintintin, o Povo que Veio do Céu” apresentou a jornada do herói criador e pajé Pindova’Umi’ga, reforçando a conexão entre os povos originários, a floresta e a formação histórica e cultural de Parintins. A alegoria revelou a Cunhã Poranga Isabelle Nogueira.

A Figura Típica Regional “Mães da Floresta”, exaltou o protagonismo feminino na preservação dos saberes ancestrais na Amazônia, com toada na voz de Márcia Siqueira que, em momento anterior, versou de forma inédita. A alegoria revelou a Rainha do Folclore Lívia Christina.

O Boi Garantido encerrou seu espetáculo na primeira noite com o Ritual Indígena “O Sonho de Ipají”, que mergulhou na espiritualidade do povo Parintintin ao retratar a formação de um pajé. O momento alegórico trouxe o Pajé Adriano Paketá.

Texto e fotos: Roger Matos/Agência Breves de Comunicação

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